Encontro reuniu empresários e lideranças para discutir como tecnologia, processos, posicionamento e gestão podem transformar valor em resultados concretos
A 4ª edição do Secran Talk aconteceu no dia 10 de setembro e reuniu empresários, gestores e lideranças em um encontro marcado pela troca de experiências, provocações e reflexões sobre alguns dos principais desafios das empresas atualmente.
Realizado no Vignoli | Silva Jatahy, em Fortaleza, o evento colocou em pauta inteligência artificial, transformação empresarial, estratégia, tecnologia, posicionamento de marca e geração de resultados.
Com o tema central “Do processo ao resultado: como implantar Inteligência Artificial com segurança na empresa”, o Secran Talk trouxe uma discussão que foi além da adoção de novas ferramentas.
A proposta foi compreender como tecnologia, processos, pessoas e estratégia precisam estar conectados para que a inteligência artificial efetivamente gere valor para as organizações.
inteligência artificial precisa estar conectada ao negócio
Um dos convidados da 4ª edição foi Rodrigo Rodrigues, empresário, fundador e CEO da Locomotiva Private Consulting, consultoria especializada em transformação empresarial, estratégia, tecnologia, governança e aceleração de resultados.
Com mais de duas décadas de experiência executiva, Rodrigo construiu sua trajetória liderando operações, equipes e projetos estratégicos de alta complexidade em grandes organizações brasileiras, atuando em cenários de transformação, expansão, fusões e aquisições, modernização tecnológica e inovação.
Ao longo da carreira, esteve à frente de iniciativas que conectaram estratégia, negócios, pessoas e tecnologia, transformando desafios organizacionais em oportunidades de crescimento, eficiência operacional, inovação e geração de valor.
Sua experiência reúne a visão de quem já esteve dos dois lados da mesa: como executivo responsável por grandes operações corporativas e, atualmente, como empresário, conselheiro, mentor e acelerador de negócios e lideranças.
No Secran Talk, essa experiência contribuiu para uma reflexão essencial: antes de implementar inteligência artificial, é necessário compreender o negócio e seus processos.
A tecnologia pode ampliar a produtividade, apoiar análises e acelerar operações. Mas o ponto de partida continua sendo uma pergunta simples e decisiva: qual problema a empresa deseja resolver?
Quando processos, objetivos e responsabilidades estão claros, a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a integrar a estratégia da organização.
tecnologia, liderança e decisão
Rodrigo Gracini também participou do encontro trazendo uma trajetória construída na interseção entre gestão, tecnologia, inovação e liderança.
Fundador e CEO da YeTI Group, cofundador e CEO da Beheon e cofundador da Agência Camaleon, Gracini acumula mais de 20 anos de experiência em Gestão, Tecnologia e Inovação.
É autor do livro “Entre a Pressão e a Decisão”, além de atuar como palestrante, mentor e conselheiro empresarial.
Sua formação reúne diferentes áreas ligadas à transformação das organizações: é especialista em TI para Estratégia de Negócios pela UNICAMP e em Gestão de Projetos e Liderança pela FGV, possui MBA em Gestão, Liderança e Inovação pela Conquer, especialização em Gestão Ágil e Inovação pela Conquer e formação internacional em Inovação e Tecnologia pelo MIT.
No encontro, a discussão também passou pela forma como a tecnologia está modificando os processos de análise e tomada de decisão nas empresas.
A inteligência artificial amplia o acesso a informações, identifica padrões, acelera análises e pode oferecer novos subsídios para gestores e lideranças.
Mas tecnologia e capacidade de decisão precisam caminhar juntas.
Quanto mais ferramentas estão disponíveis, maior também é a necessidade de critérios, conhecimento do negócio e clareza estratégica para definir quais informações realmente importam e como devem ser utilizadas.
A IA pode ampliar a capacidade das pessoas. A direção continua dependendo das escolhas feitas por quem lidera.
ser bom não basta
A programação ganhou ainda uma terceira perspectiva com a participação de Cleber DeMello, CEO e cofundador da Camaleon, cofundador do Papo de Gigantes e criador do Camaleon Tracker.
Estrategista de marketing, posicionamento e percepção de marca, Cleber atua conectando percepção, geração de demanda e vendas para empresas e CEOs.
Sua participação teve como tema:
“Ser bom não basta: como tecnologia, percepção e estratégia transformam valor em resultado”
A provocação colocou outro elemento importante na discussão.
Uma empresa pode possuir um excelente serviço, equipe preparada, processos eficientes e conhecimento técnico e, mesmo assim, ter dificuldades para crescer.
Isso acontece quando o valor gerado pela organização não é percebido da mesma forma pelo mercado.
Entre aquilo que uma empresa entrega e aquilo que o cliente percebe existe um espaço que precisa ser trabalhado estrategicamente.
Posicionamento, comunicação, experiência, reputação, geração de demanda e vendas precisam estar conectados para que a competência existente dentro da empresa consiga chegar ao mercado de forma clara.
Nesse contexto, ser bom é apenas o começo.
É necessário saber construir, comunicar e sustentar uma percepção de valor compatível com aquilo que a organização efetivamente entrega.
três perspectivas, um mesmo desafio
As contribuições dos três convidados partiram de diferentes áreas, mas chegaram a um ponto em comum: empresas precisam aprender a conectar capacidade a resultado.
Rodrigo Rodrigues trouxe a perspectiva da transformação empresarial, da execução e da conexão entre estratégia, processos, pessoas e tecnologia.
Rodrigo Gracini ampliou a discussão para inovação, liderança e utilização da tecnologia como suporte para decisões empresariais.
Cleber DeMello colocou em pauta a construção da percepção de valor, mostrando que excelência interna também precisa ser reconhecida pelo mercado.
Juntas, essas perspectivas ajudam a formar uma visão mais ampla sobre os desafios das empresas em um ambiente de transformação acelerada.
processo, tecnologia e percepção precisam caminhar juntos
Implementar inteligência artificial sem organizar processos pode simplesmente acelerar problemas que já existem.
Investir em tecnologia sem clareza estratégica pode criar custos sem gerar o retorno esperado.
Desenvolver um excelente produto ou serviço sem trabalhar posicionamento pode fazer com que parte desse valor permaneça invisível para o mercado.
Por isso, algumas perguntas se tornam cada vez mais importantes para empresários e gestores:
- Qual problema queremos resolver?
- Quais processos precisam ser aprimorados antes da automação?
- Onde a inteligência artificial pode gerar ganhos reais?
- Quais dados e informações estão disponíveis?
- Como garantir segurança e governança na utilização da tecnologia?
- Como preparar lideranças e equipes para esse novo cenário?
- O mercado percebe claramente o valor que nossa empresa entrega?
- Como transformar eficiência, conhecimento e inovação em vantagem competitiva?
Essas perguntas ajudam a colocar tecnologia e estratégia no lugar correto: a serviço dos objetivos do negócio.
da adoção da tecnologia à geração de resultado
A inteligência artificial já deixou de ser apenas uma discussão sobre futuro.
Ela está presente nas rotinas empresariais, nas ferramentas utilizadas pelas equipes, nas análises de dados, no relacionamento com clientes e nos processos de decisão.
O desafio agora é avançar da experimentação para uma utilização mais estruturada.
Isso significa estabelecer critérios, organizar processos, avaliar riscos, desenvolver pessoas, acompanhar indicadores e entender onde a tecnologia realmente pode produzir impacto.
A transformação acontece quando inovação encontra execução.
E resultado acontece quando estratégia, tecnologia, pessoas e percepção de valor caminham na mesma direção.
secran talk: conhecimento, conexões e decisões que movimentam empresas
Em sua 4ª edição, o Secran Talk reforçou sua proposta de criar um ambiente de troca entre empresários, especialistas e lideranças sobre assuntos que impactam diretamente a gestão e o futuro das organizações.
Mais do que discutir ferramentas, o encontro trouxe reflexões sobre como empresas podem se preparar para um ambiente de mudanças cada vez mais rápidas.
Inteligência artificial, transformação empresarial, liderança, posicionamento e percepção de valor fazem parte de uma mesma discussão: como construir organizações mais eficientes, competitivas e preparadas para transformar oportunidades em resultados.
E uma das provocações do encontro sintetiza bem esse desafio:
Ser bom não basta. É preciso transformar capacidade em valor, valor em percepção e estratégia em resultado.
Secran Talk — conhecimento, conexões e decisões que movimentam empresas.

